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Em entrevista ao Fantástico na noite de domingo (12), ministro da Saúde cobrou “fala única” sobre coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, cobrou do presidente Jair Bolsonaro um posicionamento unificado do governo sobre o novo coronavírus (Covid-19).

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, na noite de domingo (12), ele pediu o fim da “dubiedade” entre suas orientações e a do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação às medidas de combate à pandemia.

Em sua análise, o brasileiro “Não sabe se escuta o ministro da Saúde ou o presidente”. “Espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentamento dessa situação possa ser comum e que a gente possa ter uma fala única, uma fala unificada”, disse.

E continuou, falando sobre sua relação e divergências que tem tido com Bolsonaro. “Ela [a relação com o presidente] preocupa porque a população olha e fala assim: ‘olha, vem cá, será que o ministro da Saúde é contra o presidente, né?’. E não há ninguém contra ou a favor de nada. É o que eu digo, nosso inimigo, nosso adversário, quem a gente tem que ter foco para falar ‘esse aqui é o nosso problema’, é o coronavírus. Se eu estou ministro da Saúde, eu estou ministro da Saúde por obra de nomeação do presidente”, declarou.

Mandetta também fez um alerta para a população sobre o avanço da doença, indicando que o país deverá sofrer mais entre os meses maio e junho

“Sabemos também, desde o início, quando fizemos as projeções, que a primeira quinzena de abril, seria a quinzena que aumentaríamos [os casos e mortes] e que os meses de maio e junho seriam os meses de maior estresse para o nosso sistema de saúde”, disse o ministro.

“Sabemos que serão dias duros, seja conosco ou seja com qualquer outra pessoa [como ministro]. Achamos que nós teremos, no mês de maio, no mês de junho, em algumas regiões em julho, nós teremos dias muito duros”, completou.

Os técnicos do ministério trabalham com a hipótese de que o pico da epidemia seja atingido entre o fim de abril e início de maio.

No entanto, a pasta esclarece que isso não significa que, após esse período, vai se seguir uma queda nos índices de casos registrados e óbitos.

A tendência é que esse período de alta transmissão da doença se mantenha na sequência por até dez semanas, provocando uma grande pressão sobre o sistema de saúde.

Ainda neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro havia ido na contramão da fala de seu ministro da Saúde. Em uma live com religiosos, o presidente declarou que “parece que está começando a ir embora essa questão do vírus, mas está chegando e batendo forte a questão do desemprego”, disse.

No Fantástico, o ministro voltou a defender as políticas de isolamento social como forma de evitar a propagação do vírus. Mandetta evitou fazer uma projeção dos números de casos e mortes provocadas pelo novo coronavírus e afirmou que os próximos dias vão depender do comportamento da sociedade.

“Quando você vê as pessoas entrando em padaria, entrando em supermercado, entrando em situações, fazendo aquelas filas uma atrás das outras, encostadas, grudadas, pessoas que estão ali fazendo piquenique em parques, aglomeradas. Isso é claramente uma coisa equivocada”. Com informações da Folha de S.Paulo.

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