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Bolsonaro segura “ajuda” para forçar povo a se infectar

Exigências absurdas provocam muita fila
Para Osmar Terra, pobre deve se preocupar com comida e não em morrer

O jogo que o governo Federal vem fazendo durante a pandemia do coronavírus é criminoso. De um lado Paulo Guedes, ministro da Economia, segura o quanto pode os recursos emergenciais liberados pelo Congresso para que a população possa se proteger fazendo a quarentena, enquanto, por outro lado, Jair Bolsonaro ataca todos os dias essas medidas de proteção da população, entre elas o distanciamento social.

Ao mesmo tempo em que garante – a jato – a “injeção de liquidez” de R$ 1,2 trilhão aos bancos, o governo faz exigências absurdas para liberar os recursos emergenciais a estados e municípios.

Só para se ter uma ideia do tamanho da sabotagem de Bolsonaro e Guedes, dos cerca de 28,8 milhões de famílias inscritas no cadastro único do governo, que corresponde a 76 milhões de pessoas, fora os cerca de 30 milhões que não estão no cadastro único, e que têm que ser socorridas imediatamente, apenas 2,5 milhões de pessoas receberam até agora – depois de quase um mês – a ajuda “emergencial” de R$ 600 aprovada.

Esses recursos são urgentes porque as pessoas precisam comer enquanto permanecem em casa para se proteger e proteger as suas famílias. Não é admissível que se continue a praticar esse ritmo criminoso de liberação desses recursos.

A liberação a conta-gotas, por parte de Guedes, do dinheiro que já foi aprovado e que é emergencial para que as pessoas possam fazer a quarentena, visa forçar as pessoas a saírem de casa e expor as famílias ao risco de morte pelo vírus.

Enquanto Guedes faz isso, Bolsonaro, por sua vez, estimula pessoalmente as pessoas a saírem de casa e se exporem aos riscos de se infectar e também infectar seus entes queridos.

Ele faz isso promovendo aglomerações criminosas e ainda usa seus vídeos e postagens para atacar os governadores e as autoridades sanitárias que implantaram o distanciamento social no combate à epidemia. Essa atitude irresponsável está sendo condenada pela população, que se manifesta frequentemente em grandes panelaços, e também pela imprensa do mundo todo.

Outra forma do governo sabotar a quarentena e o distanciamento social, recomendados pelos médicos, pela ciência e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é a exigência absurda de regulamentação de documentos para que as pessoas possam receber os recursos emergenciais.

Com essa medida, eles colocam em risco a vida das pessoas que são obrigadas a entrar em filas quilométricas para regularizar seus documentos. Ou seja, o governo criou uma verdadeira maratona para as pessoas pobres que precisam do dinheiro.

Elas estão sendo obrigadas a se aglomerarem para cumprir exigências absurdas do governo num momento grave como este. Por coincidência, são exatamente as aglomerações de pessoas nas ruas que estão agradando Bolsonaro.

Outra demonstração da sabotagem do governo ao combate à pandemia está na pressão que o governo está fazendo contra o Congresso para que a ajuda emergencial aos estados e municípios seja condicionada às contrapartidas absurdas.

O dinheiro, que é necessário para o enfrentamento urgente da crise, está demorando a sair porque Bolsonaro e Guedes insistem em exigir congelamento da folha de salários de servidores públicos, entre eles médicos, enfermeiros, policiais, etc, exatamente aqueles servidores que estão à frente da batalha contra o vírus.

Bolsonaro e Guedes insistem em continuar desmontando os serviços públicos. Um desmonte que já vem de décadas e que agora, na pandemia da Covid-19, a população se viu diante da ausência de hospitais, de leitos de UTI, de profissionais, de insumos, de respiradores, de máscaras, etc. O “estado mínimo” dos privatistas cobrou seu preço nesta tragédia nacional e mundial.

Ao sabotar o combate à Covid-19, Bolsonaro desrespeita frontalmente as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e está na contramão de praticamente todos os países do mundo.

Faz isso com base em opiniões anticientíficas que desdenham a epidemia. O mundo inteiro está convencido de que as atitudes irresponsáveis de Bolsonaro estão colocando em risco a vida de milhões de brasileiros. Bolsonaro está sendo chamado pela imprensa mundial de “BolsoNero”, numa referência ao imperador que ateou fogo em Roma.

Uma das figuras mais sinistras que influenciam o governo nestas atitudes insanas e obscuras é Osmar Terra, ex-ministro, recentemente demitido por Bolsonaro, mas que virou seu consultor em assuntos médicos.

Para Terra, não há o menor problema se a população for rapidamente infectada e o sistema público de saúde entrar em colapso. Não importa se dezenas de milhares de mortes, que podem ser evitadas com o isolamento, ocorrerem. Com mais de 1.300 mortos, ele repete Bolsonaro e insiste que “essa pandemia não é o apocalipse como estão prevendo”.

Terra defende o absurdo de que a população deve se infectar amplamente “como acontece em todas as epidemias virais”.

“Estão promovendo esse sofrimento todo para nada”, diz ele. “As lojas estão fechadas o país vai quebrar por nada. Os pobres devem se preocupar com comida e não em morrer. A grande maioria da população será infectada”, sentencia Terra, sem basear suas palavras em nenhum dado científico.

“A curva de infecção no Brasil já está chegando no pico, talvez já tenha chegado”, prossegue o deputado, sem se preocupar em provar nada do que está dizendo. “A quarentena não adiantou nada. As pessoas vão morrer de qualquer jeito como em qualquer epidemia”, acrescenta o deputado bolsonarista, não por acaso, apelidado de Osmar “Terra plana”.

“Ele (vírus) se propaga através dos portadores assintomáticos. Quase 99% dos portadores do vírus não vão ter sintomas”, afirmou o parlamentar, repetindo o desdém de Bolsonaro diante dos mais de 1.300 brasileiros mortos.

Ele disse, também, que as medidas de quarentena não resolveram o problema de proliferação. O deputado defende a chamada “imunização de rebanho” ou “imunização de manada”, que foi rechaçada no mundo todo.

A ideia é deixar a população se infectar para que sobrevivam os mais fortes, independente do caos que isso venha a produzir no sistema de saúde. Esse tipo de irresponsabilidade, cada vez mais isolada no mundo e no Brasil, se fosse levada à prática, levaria à morte dezenas e até centenas de milhares de pessoas.

SÉRGIO CRUZ

Fonte: Hora do Povo

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